Sou Empreendedor

Um Business Angel é um investidor individual que investe uma pequena parte da sua fortuna ou poupança em projetos liderados por uma forte equipa de empreendedores. Os BAs investem tipicamente em start-ups tecnológicas com potencial de crescimento acelerado. Para além do capital que aportam, envolvem-se nos projetos em que investem disponibilizando o seu conhecimento, experiência e rede de contatos. O objetivo último é o de valorizarem as empresas em que investem para alienarem a sua participação a outros investidores particulares ou fundos de investimento com uma mais-valia considerável.

O Business Angel é um investidor informal, com experiência empresarial, que normalmente faz os seus investimentos em nome individual, preferencialmente em projetos de start-ups ou early stage.

Para além do capital necessário ao desenvolvimento inicial do projeto, o seu promotor pode contar com o conhecimento que este tem do mundo empresarial e com os seus valiosos conselhos e pontos de vista. Este contributo é muitas vezes fundamental numa start-up, que vive uma fase de alto risco tecnológico, de produto e de mercado.

Tipicamente, o BA mobiliza os seus conhecimentos e network profissional e pessoal para ajudar o empreendedor a conquistar mercado e falar com os players relevantes do seu setor de atividade.

Também na internacionalização do projeto a experiência do BA pode ser de uma grande mais-valia.

Finalmente, o BA será crítico também nos rounds futuros de financiamento do projeto e no diálogo com outros investidores informais ou com os investidores formais (fundos de venture capital tipicamente) que poderão vir a comprar participação na empresa.

Pelo rigor introduzido na abordagem que os promotores fazem do mercado e da concorrência, pelos ensinamentos técnicos e de negócio que trazem, os BAs obrigam o promotor a equacionar e responder a questões que de outros modo não abordariam, podendo crescer e amadurecer mais rapidamente.

No entanto, e independentemente das dificuldades que podem resultar da relação entre um investidor externo e um promotor, os business angels são, acima de tudo, Parceiros de Negócio!

Não, os Business Angels são todos diferentes! Para além da sua localização específica e interesses distintivos no que respeita aos projetos em que estão interessados em se envolver, os BAs têm personalidades, experiências e redes de contatos distintos!

O dinheiro que os BAs aportam a um projeto é conhecido como smart money, exatamente porque não vem sozinho, mas sim com um homem ou uma mulher por trás, que está disponível para ter uma participação (tipicamente generosa) no desenvolvimento do projeto em causa.

Esse dinheiro será tanto ou mais “smart” quanto maior a afinidade do investidor com a tecnologia e o mercado do promotor.

Esta é a razão pela qual um empreendedor deve conhecer os diferentes BAs eventualmente disponíveis para investir no seu projeto e fazer um ranking daqueles que mais lhe interessam, por ordem decrescente.

Porque nem todo o dinheiro é igualmente “smart”, os investidores não são todos iguais! E tal como os investidores escolhem os projetos em que investem, também os promotores deverão escolher os BAs que querem que invistam no seu projeto.

Afinal, estão a escolher um parceiro de negócio e essa é uma tarefa que não poderá ser delegada.

Estes investidores tradicionalmente estão envolvidos na gestão de empresas de base tecnológica, de pequena dimensão e em fase Pré-seed, Seed ou Early Stage, tendo como foco contribuir para que as PMEs desenvolvam estratégias de inovação, de crescimento e de internacionalização.

O Business Angel pode investir de forma isolada numa empresa, juntar-se a outros Business Angels para partilha de risco ou ainda em consórcio com entidades de capital de risco institucionais. Em 2013, dado europeus indicavam que que o ticket médio de investimento por empresa, por parte de Business Angels, seria de cerca de 165.000€ numa dada operação de capital de risco, tipicamente a primeira ronda de investimento. No entanto, cada investidor privado investiu menos de 30.000€ em cada empresa. Isto significa que normalmente assistimos a consórcios de Business Angels em cada operação de financiamento de uma empresa.

É na fase do arranque de um projecto que existe um maior risco de insucesso. É também aqui que os projectos se financiam com recursos próprios, família e amigos. Obtida as primeiras indicações de viabilidade, que dão suporte às projecções dos seus empreendedores, os Business Angels surgem como a primeira forma de financiamento de uma cadeia alargada de players. Esta cadeia faz depender as suas decisões de investimento do nível de risco e dos montantes necessários para dar seguimento ao projecto.

Os Business Angels arriscam os seus próprios recursos financeiros em prol de um projecto sobre o qual perspectivam sucesso mas sem qualquer garantia sobre o mesmo. Os riscos tendem a ser mitigados com um conjunto de outros argumentos, alheios ao projecto em si, como por exemplo o perfil e experiência dos promotores, os pré-acordos comerciais com fornecedores ou outros players de relevo, registos de patentes em curso ou concluídos, etc. Ainda assim, apenas o perfil de um Business Angels suporta a perspectiva de ver perdido todo o capital investido, sem qualquer contrapartida ou penalização para o empreendedor.

Os investidores hoje tendem a estar associados a organizações de Business Angels, acreditados como tal, ou registados da CMVM. A FNABA disponibiliza os contactos de associações (link  com o separador das associações) espalhadas pelo País, que pode contactar directamente, que congregam os investidores dessas regiões.

 

Cada investidor pode ser abordado por vias distintas, tipicamente informal e mais ou menos organizado institucionalmente. No entanto a apresentação de um projecto a um investidor é sempre apresentada da mesma forma: com um pitch breve, conciso e apelativo. A ideia é conquistar o investidor. O tempo do investidor é escasso, sendo por norma uma pessoa em idade activa e portanto com os seus compromissos profissionais firmados. O tempo dispensado para o apoio de startups, de forma voluntariosa, é por isso canalizado para projectos que suscitam maior entusiasmo.

Na realidade não se trata de uma candidatura, com fases de análise rígidas e definidas. Trata-se antes de um processo de conquista de um investidor privado, com quem depois vai negociar a sua entrada e termos do investimento, bem como perspectivar a sua saída. Depois dos termos acertados entre as partes (investidor e empreendedor) o investidor concretiza o investimento.

Um Business Angel investe numa empresa através da sua entrada como sócio/accionista. Esta entrada traduz-se assim numa injecção de capital na firma por contrapartida de uma posição no capital social da empresa.

Normalmente não. Ou pelo menos não é esse o objectivo de um investidor. A posição que este terá no capital social da empresa será tanto maior quanto o contributo deste na empresa (seja ao nível de financiamento,  gestão, etc) e resulta em exclusivo de um processo negocial com o empreendedor.

 

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