Soluções de financiamento para startups e PMEs

Para empresas que estão a começar, a falta de recursos para investir pode rapidamente se tornar um obstáculo ao seu progresso. Neste artigo, preparado pelo ComparaJá.pt expomos todas as alternativas de financiamento a que pode recorrer para alavancar o seu negócio.

Numa altura tão propícia ao surgimento de startups, graças aos apoios de variados programas, importa saber que opções existem no mercado para financiar estes pequenos negócios.

Procure um Business Angel

Os Business Angels (BAs) surgem como a primeira forma de financiamento a recorrer. Estes investidores privados investirão o seu próprio capital em projetos que acreditem ter viabilidade, entrando, em troca, como sócios ativos da empresa ou acionistas.

Além do seu contributo monetário, pode contar com os conhecimentos de gestão e marketing, experiência e rede de contatos do BA, fulcrais para uma startup, que vive uma fase de alto risco. O empreendedor tem, portanto, de saber identificar aqueles BAs que acrescentarão mais valor ao seu negócio.

A decisão de investimento dos BAs recairá no nível de risco e no montante necessário para dar seguimento ao projeto, contudo, terão também em conta o perfil e experiência dos promotores e o estágio de desenvolvimento em que se encontra o projeto, por exemplo, pré-acordos comerciais com fornecedores ou outros players de relevo e registos de patentes em curso ou concluídos.

Fundos estatais

Portugal 2020

O Portugal 2020 é um programa que provém de um acordo entre Portugal e a Comissão Europeia e é constituído por cinco Fundos Europeus Estruturais e de Investimento. Para concorrer, o empreendedor deve ter a situação fiscal singular e coletiva regularizada, submeter a candidatura no Balcão 2020 e aguardar pela decisão, na qual pesará o desempenho do negócio, tendo de justificar os investimentos e apresentar resultados. O processo de aprovação pode demorar mais de dois meses a sair.

Microcrédito

Além deste, e destinado a desempregados de longa duração que tenham uma ideia de negócio viável e sustentável mas que não conseguem ter acesso a crédito, existem o programa SOU MAIS ou o microcrédito da Associação Nacional de Direito ao Crédito.

Estas soluções de microcrédito com apoio do Estado conferem, aos empreendedores com mais de 18 anos e sem registos negativos no Banco de Portugal, a oportunidade de aceder a quantias até 20 mil euros. O microcrédito é pago em prestações mensais, com um período de carência de capital durante o qual só são amortizados juros, baixando o valor das mensalidades.

Prestações de Desemprego- Montante Único

Se está desempregado e recebe o devido subsídio, saiba que tem a possibilidade de receber o subsídio de desemprego de uma só vez, em vez de mensalmente, se apresentar ao Instituto do Emprego e Formação Profissional(IEFP) um projeto para a criação do seu próprio negócio.

A criação do próprio emprego pode ser feita através da figura de empresário em nome individual, como profissional livre ou através da constituição de uma empresa onde possa trabalhar por conta própria ou, ainda, segundo a Segurança Social, a partir da “entrada [da pessoa desempregada beneficiária do subsídio de desemprego] como sócio para uma empresa já existente, desde que esta lhe garanta o emprego a tempo inteiro e prove ter a capacidade financeira para o fazer”.

Tenha em atenção que este mecanismo requer que o beneficiário mantenha durante três anos aquela atividade, não podendo exercer outra atividade remunerada. Caso contrário, o beneficiário fica obrigado a devolver o montante do subsídio de desemprego recebido.

Empresas de capital de risco

Há ainda a opção de apresentar o projeto a uma venture capital (empresa de capital de risco). Estas empresas estas que apoiam negócios por meio da compra de uma participação acionária, geralmente minoritária, com objetivo de ter as ações valorizadas para depois saírem. Nestas sociedades encontrará um acompanhamento mais técnico, com ajudas na gestão e aconselhamento.

Factoring

Para instituições com dificuldades de gestão financeira, o factoring é uma solução possível, já que os créditos comerciais de curto prazo resultantes do fornecimento de bens ou serviços são convertidos em liquidez imediata.

Fintechs que impulsionam o seu negócio

Existem ainda as Fintech, empresas financeiras que através das novas tecnologias põem pequenas e médias empresas em contacto com investidores de forma a conceder-lhes empréstimos.

Uma destas empresas é a Raize, uma bolsa de investimento colaborativo para PME. A primeira forma de obter crédito na Raize é através do adiantamento de faturas. As PME podem antecipar o recebimento de faturas dos seus clientes, funcionando essas faturas como garantia do pagamento do crédito.

Para os tipos de financiamento cuja finalidade é apoiar a tesouraria ou realizar investimentos, o negócio tem de ter, no mínimo, dois anos de atividade. Tratam-se de empréstimos reembolsados mensalmente, num prazo de pagamento entre seis a 60 meses, com a possibilidade de se ter um período de carência, no qual a empresa apenas paga juros num período inicial do financiamento.

Para empresas com menos de dois anos e que apresentem boa capacidade financeira, bem como potencial de crescimento, a Raize disponibiliza um tipo de financiamento denominado de “Start”.

De entre as vantagens da Raize, contam-se a isenção no pagamento de comissões por amortização antecipada, a rapidez na obtenção efetiva do montante solicitado e, ao contrário das instituições financeiras, não existem custos anuais de manutenção de contas bancárias ou outras comissões e despesas associadas às mesmas.

Edebex é outra fintech que permite às PMEs vender as suas faturas não liquidadas aos investidores que as queiram comprar. Ao conseguirem obter investimento de forma rápida, simples e acessível, estes negócios alcançarão maiores níveis de liquidez. Tal como a Raize, a Edebex também não tem quaisquer custos associados, não exigindo cauções nem garantias.

Por fim, a Seedrs é uma plataforma de financiamento coletivo (equity crowdfunding), a maior na Europa, que permite aos investidores financiar, a partir de 10 euros, startups inovadoras. Estas apenas precisam de desenvolver uma campanha, previamente aprovada pela Seedrs, que cative os investidores.

Deste modo, verifica-se que uma empresa de pequena dimensão consegue obter financiamento muito mais fácil e rapidamente do que se recorresse à banca, que é, por norma, uma via constituída por processos mais burocráticos e demorados e é mais difícil de aceder para empresas tão recentes no mercado.

Ainda assim, para montantes mais avultados de financiamento pode fazer sentido que as empresas coloquem o seu pedido de financiamento a uma instituição financeira, algumas que disponibilizam até linhas de crédito específicas para pequenas e médias empresas.

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