Sou Empreendedor

“Caro empreendedor,

A FNABA não faz análise de startups para investimento.

A FNABA é uma Federação que representa os Investidores Busines Angels portugueses mas não os substitui na sua atividade de prospeção.

Caso queira apresentar a sua startup a Investidores Business Angels, tem várias hipóteses. Uma lista de dicas:

  1. Na página Rede de Investidores tem os contactos dos associados da FNABA.
  2. No site da IFD, consegue encontrar os veículos de Investidores Business Angels aprovados para coinvestimento com a IFD.
  3. Inscreva a sua startup em plataformas de fundraising como Gust, AngelList, Startup Includer, Visible, F6S, Investory.io, entre outras. Os Investidores Business Angels usam estas plataformas para encontrarem deal-flow.
  4. Torne a sua startup visível online. Garanta presença nas redes sociais, produza conteúdo relevante online, esforce-se para ser referenciado nos media.
  5. Torne a sua startup visível offline. Participe em eventos de empreendedorismo, inscreva-se em incubadoras de empresas, participe em programas de aceleração, participe em concurso de startups. Estes são lugares e eventos privilegiados para ser encontrado por investidores e onde pode encontrar pessoas que o ajudem a preparar-se. Pode encontrar informação sobre eventos no F6S e no Eventbrite. Explore os sites da https://startupportugal.com/, do https://startuphub.pt/ e os sites dos atores do ecossistema mapeados nesses sites.
  6. Pesquise no LinkedIn por Business Angel Investor em Portugal e crie uma relação. Não negoceie, namore.
  7. Fale com fundadores de outras startups que já tenham recebido investimento de Investidores Business Angels e peça contactos e conselhos.
  8. Não use apenas um canal, use tantos quantos disponíveis. Se um Investidor Business Angel for confrontado com a sua startup várias vezes por canais diferentes, não tem como ignorar.
  9. Seja criativo. Enviar um email com um powerpoint é o que todos fazem.
  10. Um plano de negócios extenso escrito por um consultor não produz bons resultados.
  11. Antes de falar com um Investidor Business Angel, confirme se o seu negócio é indicado para este tipo de investidores e tenha as respostas às perguntas óbvias preparadas. Peça ajuda a pessoas com experiência nesta matéria. Estas pessoas estão nas incubadoras, aceleradoras e outras entidades da comunidade.
  12. Se não sabe qual é o seu mercado, não sabe qual o problema que está a resolver, e não tem equipa, ainda não é o momento certo para falar com Investidores Business Angels.
  13. Os Investidores Business Angels são muito variados. Uns gostam de investir localmente, outros internacionalmente; uns gostam de investir antes de haver vendas, outros gostam de negócios mais maduros; uns gostam de investir sozinhos, outros investem em grupos; uns gostam de investir em negócios escaláveis, outros gostam de negócios mais tradicionais. Investigue o investidor antes de falar com ele, não envie emails standard em massa. Por trás do investidor está uma pessoa, com gostos e história.
  14. Os Investidores Business Angels investem com motivações para além do retorno financeiro. Chama-se smart-money porque estes investidores gostam de ajudar empreendedores e, por norma, investem em startups e em pessoas que vêem que podem ajudar. Peça ajuda antes de pedir dinheiro. Procure pontos em comum e comece a construir uma visão comum com um plano do qual ambos farão parte.
  15. Uma boa conversa com um Investidor Business Angel poderá terminar sem investimento mas poderá receber feedback que o faça mudar completamente o modelo de negócio. Quem sabe se não perde um investidor mas ganha um mentor ou advisor?
  16. Não ponha os ovos todos na mesma cesta nem desista ao primeiro não. É normal que à medida que vai ouvindo nãos e recebendo feedback, o seu pitch se torne cada vez melhor. Não desanime, continue e persevere!

Boa sorte.”

O Business Angel é um investidor informal, com experiência empresarial, que normalmente faz os seus investimentos em nome individual, preferencialmente em projetos de start-ups ou early stage.

Para além do capital necessário ao desenvolvimento inicial do projeto, o seu promotor pode contar com o conhecimento que este tem do mundo empresarial e com os seus valiosos conselhos e pontos de vista. Este contributo é muitas vezes fundamental numa start-up, que vive uma fase de alto risco tecnológico, de produto e de mercado.

Tipicamente, o BA mobiliza os seus conhecimentos e network profissional e pessoal para ajudar o empreendedor a conquistar mercado e falar com os players relevantes do seu setor de atividade.

Também na internacionalização do projeto a experiência do BA pode ser de uma grande mais-valia.

Finalmente, o BA será crítico também nos rounds futuros de financiamento do projeto e no diálogo com outros investidores informais ou com os investidores formais (fundos de venture capital tipicamente) que poderão vir a comprar participação na empresa.

Pelo rigor introduzido na abordagem que os promotores fazem do mercado e da concorrência, pelos ensinamentos técnicos e de negócio que trazem, os BAs obrigam o promotor a equacionar e responder a questões que de outros modo não abordariam, podendo crescer e amadurecer mais rapidamente.

No entanto, e independentemente das dificuldades que podem resultar da relação entre um investidor externo e um promotor, os business angels são, acima de tudo, Parceiros de Negócio!

Não, os Business Angels são todos diferentes! Para além da sua localização específica e interesses distintivos no que respeita aos projetos em que estão interessados em se envolver, os BAs têm personalidades, experiências e redes de contatos distintos!

O dinheiro que os BAs aportam a um projeto é conhecido como smart money, exatamente porque não vem sozinho, mas sim com um homem ou uma mulher por trás, que está disponível para ter uma participação (tipicamente generosa) no desenvolvimento do projeto em causa.

Esse dinheiro será tanto ou mais “smart” quanto maior a afinidade do investidor com a tecnologia e o mercado do promotor.

Esta é a razão pela qual um empreendedor deve conhecer os diferentes BAs eventualmente disponíveis para investir no seu projeto e fazer um ranking daqueles que mais lhe interessam, por ordem decrescente.

Porque nem todo o dinheiro é igualmente “smart”, os investidores não são todos iguais! E tal como os investidores escolhem os projetos em que investem, também os promotores deverão escolher os BAs que querem que invistam no seu projeto.

Afinal, estão a escolher um parceiro de negócio e essa é uma tarefa que não poderá ser delegada.

Estes investidores tradicionalmente estão envolvidos na gestão de empresas de base tecnológica, de pequena dimensão e em fase Pré-seed, Seed ou Early Stage, tendo como foco contribuir para que as PMEs desenvolvam estratégias de inovação, de crescimento e de internacionalização.

O Business Angel pode investir de forma isolada numa empresa, juntar-se a outros Business Angels para partilha de risco ou ainda em consórcio com entidades de capital de risco institucionais. Em 2013, dado europeus indicavam que que o ticket médio de investimento por empresa, por parte de Business Angels, seria de cerca de 165.000€ numa dada operação de capital de risco, tipicamente a primeira ronda de investimento. No entanto, cada investidor privado investiu menos de 30.000€ em cada empresa. Isto significa que normalmente assistimos a consórcios de Business Angels em cada operação de financiamento de uma empresa.

É na fase do arranque de um projecto que existe um maior risco de insucesso. É também aqui que os projectos se financiam com recursos próprios, família e amigos. Obtida as primeiras indicações de viabilidade, que dão suporte às projecções dos seus empreendedores, os Business Angels surgem como a primeira forma de financiamento de uma cadeia alargada de players. Esta cadeia faz depender as suas decisões de investimento do nível de risco e dos montantes necessários para dar seguimento ao projecto.

Os Business Angels arriscam os seus próprios recursos financeiros em prol de um projecto sobre o qual perspectivam sucesso mas sem qualquer garantia sobre o mesmo. Os riscos tendem a ser mitigados com um conjunto de outros argumentos, alheios ao projecto em si, como por exemplo o perfil e experiência dos promotores, os pré-acordos comerciais com fornecedores ou outros players de relevo, registos de patentes em curso ou concluídos, etc. Ainda assim, apenas o perfil de um Business Angels suporta a perspectiva de ver perdido todo o capital investido, sem qualquer contrapartida ou penalização para o empreendedor.

Os investidores hoje tendem a estar associados a organizações de Business Angels, acreditados como tal, ou registados da CMVM. A FNABA disponibiliza os contactos de associações (link  com o separador das associações) espalhadas pelo País, que pode contactar directamente, que congregam os investidores dessas regiões.

Cada investidor pode ser abordado por vias distintas, tipicamente informal e mais ou menos organizado institucionalmente. No entanto a apresentação de um projecto a um investidor é sempre apresentada da mesma forma: com um pitch breve, conciso e apelativo. A ideia é conquistar o investidor. O tempo do investidor é escasso, sendo por norma uma pessoa em idade activa e portanto com os seus compromissos profissionais firmados. O tempo dispensado para o apoio de startups, de forma voluntariosa, é por isso canalizado para projectos que suscitam maior entusiasmo.

Na realidade não se trata de uma candidatura, com fases de análise rígidas e definidas. Trata-se antes de um processo de conquista de um investidor privado, com quem depois vai negociar a sua entrada e termos do investimento, bem como perspectivar a sua saída. Depois dos termos acertados entre as partes (investidor e empreendedor) o investidor concretiza o investimento.

Um Business Angel investe numa empresa através da sua entrada como sócio/accionista. Esta entrada traduz-se assim numa injecção de capital na firma por contrapartida de uma posição no capital social da empresa.

Normalmente não. Ou pelo menos não é esse o objectivo de um investidor. A posição que este terá no capital social da empresa será tanto maior quanto o contributo deste na empresa (seja ao nível de financiamento,  gestão, etc) e resulta em exclusivo de um processo negocial com o empreendedor.

Tem dúvidas?

Contacte-nos através do email info@fnaba.org e coloque a sua questão.

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